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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

CHAMADA DE NOVXS MEMBRXS

"A libertação tem que ser obra dos próprios oprimidos, ou não haverá libertação."
Se você participa de algum coletivo e quer ser o representante dele no FOJUNE/DFE, não participa de nenhum coletivo mais gostaria de integrar alguma organização de Juventude Negra, que utiliza os valores Pan africanistas e a Educação Popular como trabalho de base em combate ao racismo, e empoderamento da população negra, seja bem vindx a conhecer e participar do Fórum de Juventude Negra do Distrito Federal e Entorno, em breve acolhida de novxs membros, qualquer dúvida utilize: forumdajuventudenegradf@gmail.com ou na página do facebook: Forum de Juventude Negra do Distrito Federal e Entorno
Chega Junto!!!


terça-feira, 24 de junho de 2014

PLANEJAMENTO FOJUNE - 2º SEMESTRE DE 2014

     O FOJUNE-DFE, tem o prazer de convidar todos os coletivos, organizações e pessoas que discutem a questão racial nos seus espaços, para planejar de forma afrocentrada nossas ações para 2° semestre de 2014, com intuito de agregar e fortaleçer tanto as atividades dos outros coletivos como as ações do Fórum.
A ideia é que seja um momento de colocarmos prazos, datas e responsáveis pela ação, que demos continuidade as atividades já feitas como formações, oficinas entre outros.
    Lembrando que o Fórum de Juventude Negra é uma organização Nacional com intuito de abrir um espaço de interação afrocentrada permanente envolvendo articulação, diálogos, aglutinação de coletivos, movimentos, organizações de juventude negra e demais jovens negros interessados em uma "Nova Perspectiva na Militância Étnico-Racial” no âmbito do Distrito Federal, em conjunto com o FONAJUNE - Fórum Nacional de Juventude Negra.
 



Sábado às 09:00
 
Daqui a 4 dias
Conic -  Edifício Miguel Badya sala 419 / 4° andar – Rede de Educação Cidadã





COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO
FOJUNEDF

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

II TRANÇANDO IDEIAS

Abrindo os trabalhos do segundo semestre de 2013 o Fórum de Juventude Negra, convida a todas as guerreiras quilombolas para uma tarde, cheia de sensibilidade e expressão, promovendo possibilidades de discussão acerca da estética  da mulher negra.
Em parceria com a Rede de Educação Cidadã+Giseli Matamba direto de Salvador e  Nayara Costa.
Local: Edificio Miguel Badya - 1º andar sala 113
SÁBADO/ 17 DE AGOSTO AS 14HS
contatos pelo tel: email: forumdajuventudenegradf@gmail.com/81327631.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Qual a diferença entre preto, pardo e negro?

A classificação "pretos" feita pelo IBGE levantou polêmica sobre a forma correta de chamar esse grupo de pessoas

A divulgação, por parte da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), de notícia sobre a ausência de pessoas pretas nos cursos mais concorridos da Universid... alimentou uma polêmica sobre a forma mais correta de se classificar a população pela cor ou raça. Com a bandeira do "politicamente correto" levantada, alguns defenderam que seria melhor utilizar os termos negros ou afrodescendentes. Mas é errado chamar alguém de preto?
O debate começou porque a Fuvest, responsável pela seleção dos alunos da USP, adotou o padrão de classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divide a população do País em cinco grupos: pretos, pardos, brancos, amarelos e indígenas.
A alegação é histórica: o primeiro censo demográfico do Brasil foi feito em 1872 e perguntava aos brasileiros em qual dos quatro grupos eles se enquadravam: preto, pardo, caboclo ou branco. Ao longo de mais de 140 anos, foram feitas algumas mudanças na nomenclatura, mas ainda não há consenso sobre a forma de classificar a população.
Esse é um tema muito polêmico. Alguns defendem que deveríamos usar a classificação negro, mas o negro é uma identidade social. Leva em conta uma visão política, a identidade de um povo muito mais do que a cor da pele. José Luiz Petruccelli Pesquisador do IBGE
José Luiz Petruccelli, que faz pesquisas sobre diversidade racial há mais de 20 anos no IBGE, reconhece que a classificação pode ser aprimorada, embora defenda que o modelo segue uma série histórica e mudanças poderiam prejudicar a comparação dos dados. "Esse é um tema muito polêmico. Alguns defendem que deveríamos usar a classificação negro, mas o negro é uma identidade social. Leva em conta uma visão política, a identidade de um povo muito mais do que a cor da pele", defende.
O especialista diz não ser correto, para efeito de pesquisas, reunir pardos e pretos em um só grupo, de negros. Segundo ele, a discriminação contra os pretos é muito maior do que a verificada entre as pessoas que se autodeclaram pardas, e essa diferença precisa estar presente nos levantamentos demográficos. "Existe diferença no comportamento social entre pretos e pardos: quanto mais escuro, mais discriminado", afirma. 
Já a União de Negros pela Igualdade (Unegro), organização de movimentos sociais criada na Bahia e presente em 24 Estados, defende que o mais adequado é usar o termo negro, embora aceite as regras do IBGE. "Como não existe um critério científico para essa classificação, acordou-se em usar a nomenclatura do IBGE para pesquisas, que seria o mais próximo do viável", disse Alexandre Braga, diretor de comunicação da entidade.
Apesar de concordar que quanto mais escura a cor da pele, maior a discriminação, a Unegro acredita que o IBGE possa vir a usar apenas a classificação negro no futuro. "As pessoas se identificam mais como negras do que pretas ou pardas", afirma Alexandre.
Preto e pardo
Nas pesquisas do Censo feitas pelo IBGE, é apresentada uma relação com as cinco nomenclaturas utilizadas e as pessoas precisam indicar a qual cor pertencem. Segundo Petruccelli, cada pessoa tem liberdade para dizer a sua classificação. Ele explica que pretos normalmente são as pessoas que se enxergam com a cor mais escura. Mas em relação aos pardos não há consenso. "Normalmente são as pessoas que se classificam como ‘morenas’ ou ‘mulatas’, mas isso depende na região", afirma.
O pesquisador diz ainda que nas regiões Sul e Sudeste, a população que se declara parda normalmente é de origem africana. Porém, no Norte, muitos pardos são, na verdade, descendentes de indígenas. Ele ainda conta uma história curiosa sobre a situação no Distrito Federal. "A população local, por mais branca que seja a sua pele, se classifica como parda porque vê os brancos como os funcionários públicos que vieram de fora".
De acordo com o pesquisador do IBGE, a presença de pretos é menor no Brasil, por isso existe a tendência em reunir pardos e pretos em um grupo de negros. Ele diz que apenas para as pesquisas o termo não se aplica, mas que na convivência social é válido agrupar as duas nomenclaturas. Para o representante da Unegro, ocorre também a resistência em assumir a cor preta e muitos preferem ser incluídos na lista dos pardos - que seria uma forma intermediária. "A identidade do negro é muito maior, por isso defendemos a utilização desse termo", afirma.
E o afrodescendente?
De acordo com o diretor da Unegro, o termo afrodescendente - ou afrobrasileiro - está em desuso. "Acredito que hoje seja muito mais adequado chamar alguém de negro do que de afrodescendente. Essa é muito mais uma nomenclatura política, de ação dos movimentos sociais na luta contra discriminação do que para designar a cor", explica.
Do Terra / Imagem: Blog do Félix