Com intuito de promover um espaço de sensibilização e diálogo, gerando análises de nossas vivências e realidades a partir de princípios africanistas, o Fórum de Juventude Negra abre seus trabalhos do ano, convidando a todas e todos para a 1ªFORMAÇÃO DE 2015.
segunda-feira, 2 de março de 2015
domingo, 25 de janeiro de 2015
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A minha
vizinha nunca leu Simone de Beauvior. Não conhece Emma Goldman e muito menos já
ouviu falar sobre Audre Lorde. A minha vizinha não é acadêmica, nem preta
cotista e o máximo que conseguiu chegar, foi até o primário e por contra gosto
do pai: "preta minha não vai estudar!".
A minha vizinha não sabe o que é direitos humanos. Já levou cuspe na
cara, chute na barriga, três abusos e um filho no bucho. A minha vizinha
trepou com um sujo.
Já foi chamada de nega, vagaba, macaca. Inclusive pelos homens de farda.
A minha vizinha não sabe o que é sororidade, às vezes chora de saudade do filho
que perdeu, pura sacanagem!
A minha vizinha não é culta. Sempre foi chamada de puta. Jogada na rua,
cresceu na labuta. Já foi faxineira, cozinheira, prostituta. Ê mulher de
luta!
Sabe que nem sempre a vida é justa, mas ela busca. Onde ela vive, não
existe lei Maria da Penha que a proteja de ser mãe "solteira, diarista e
detenta".
Essa mulher tá abalada.
Aaaah, mas o eurocentrismo ainda a mata.
Tá preparada: hoje vai largar o emprego e ir para o sambódromo (é o
jeito), interpretar a mulata. Coitada..."
Texto: Lorena Cristina
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
APROPRIAÇÃO CULTURAL
Muita gente entrou esse ano em discussões, no mundo todo, sobre apropriação cultural, mesmo sem saber do que se tratava. Tanto em um episódio de How I Met Your Mother, quanto o clipe de Hello Kitty da Avril Lavigne foram acusados de racismo contra a cultura chinesa e japonesa, respectivamente. Além desses teve também a Alessandra Ambrósio usando um cocar indígena como acessório em uma foto no Instagram, gerando muita polêmica. Uma boa quantidade das pessoas não entendeu como esse tipo de construção pode ser racista, já que não tem a pretensão direta de ofender perante a características étnicas de uma pessoa específica. Esse tipo de racismo, porém, vai além de algo de tão fácil percepção, pois ele atinge mais fundo: à identidade de um povo.
Pra quem não conhece, Apropriação cultural é quando uma cultura usa aspectos de outra como acessórios à sua, num sentido bem resumido. Isso significa que tanto o contexto quanto o significado daquilo que você se apropria são descartados quando isso acontece. Sabe quando novelas como O Clone e Caminho das Índias fizeram sucesso e do nada aprendemos vários bordões que teoricamente seriam como esses povos falavam e consumimos vários produtos relacionados à essas novelas, em vestuário e decoração, sem saber direito se era assim que eles se vestiam ou decoravam nesses países, e muito menos sabendo o significado disso ser usado ou em qual contexto era usado? Então, isso é que é apropriação cultural.
Estereótipos, porém, vão além, porque eles se acumulam ao longo do tempo, formando as histórias únicas, que são hoje em dia grandes limitadores de vermos o mundo como ele é, e grande construtores de censo comum, no sentido negativo da palavra mesmo.
video uma história única
As histórias - junto com objetos, músicas, comidas e expressões artísticas - podem ajudar nesse processo, mas claramente não se você tirar as pessoas e os significados delas. Desse jeito não temos cultura, e sim só uma carcaça sem nenhuma profundidade. E é preciso, de uma vez por todas, parar de confundir a carcaça com a cultura.
texto tirado do blog: http://nossa-caixa.blogspot.com.br/2014/08/apropriacao-cultural-e-historia-unica.html
Pra quem não conhece, Apropriação cultural é quando uma cultura usa aspectos de outra como acessórios à sua, num sentido bem resumido. Isso significa que tanto o contexto quanto o significado daquilo que você se apropria são descartados quando isso acontece. Sabe quando novelas como O Clone e Caminho das Índias fizeram sucesso e do nada aprendemos vários bordões que teoricamente seriam como esses povos falavam e consumimos vários produtos relacionados à essas novelas, em vestuário e decoração, sem saber direito se era assim que eles se vestiam ou decoravam nesses países, e muito menos sabendo o significado disso ser usado ou em qual contexto era usado? Então, isso é que é apropriação cultural.
"O que há de errado nisso?", você pode pensar. Para responder, posso usar um dos casos mais antigos de apropriação cultural conhecido. Durante a primeira metade do século XI até a primeira metade do século XX, no teatro e cinema americano, via-se a inserção da figura do negro nas narrativas. Mas, ao invés de atores negros nesses papéis, houve o que ficou conhecido como Blackface: literalmente, atores brancos pintavam a cara de tinta preta com bocas desenhadas como as de palhaço, gerando uma imagem vexatória e cômica da imagem do negro, ao invés de uma real representação.
O problema da apropriação cultural é que, ao tentar consumir uma cultura a partir de algo que não é dessa cultura, não temos visibilidade real das pessoas com essa identidade, e, ao invés disso, geralmente caímos em estereótipos. E todos nós sabemos bem como estereótipos podem afetar nossa sociedade: quem tá de fora associa essa ideia como a real sobre aquele grupo, ao passo que quem tá de dentro se sente limitado pelas ideias. É só lembrar de como a gente se sente como a gente é estereotipado pelos gringos, como no caso do episódio dos Simpsons ou daquele filme de terror "Turistas". Por que diabos então achamos que temos o direito de fazer o mesmo com a Índia?Estereótipos, porém, vão além, porque eles se acumulam ao longo do tempo, formando as histórias únicas, que são hoje em dia grandes limitadores de vermos o mundo como ele é, e grande construtores de censo comum, no sentido negativo da palavra mesmo.
video uma história única
As histórias - junto com objetos, músicas, comidas e expressões artísticas - podem ajudar nesse processo, mas claramente não se você tirar as pessoas e os significados delas. Desse jeito não temos cultura, e sim só uma carcaça sem nenhuma profundidade. E é preciso, de uma vez por todas, parar de confundir a carcaça com a cultura.
texto tirado do blog: http://nossa-caixa.blogspot.com.br/2014/08/apropriacao-cultural-e-historia-unica.html
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Programação EPOJUNE - I ENCONTRO POPULAR DE JUVENTUDE NEGRA DISTRITAL FEDERAL E ENTORNO
Sexta-feira (07/11/2014)
18h30: Recepção e Saída.
20h00: Credenciamento e acomodação nos quartos.
20h30: Jantar.
21h30: Mística de acolhida: Resgate dos ancestrais.
22h00: Abertura do Encontro.
- Memória Nagô: Síntese da atuação do Fórum Nacional de Juventude Negra e Fórum de Juventude Negra do DF: Marlene Lucas e da Rede de Educação Popular – RECID: Jefferson.
-Apresentação da equipe organizadora do evento;
-Acordos de convivências;
-Divisão dos Grupos de Trabalho (Vai procurar sua turma!).
23h00: Encerramento.
20h00: Credenciamento e acomodação nos quartos.
20h30: Jantar.
21h30: Mística de acolhida: Resgate dos ancestrais.
22h00: Abertura do Encontro.
- Memória Nagô: Síntese da atuação do Fórum Nacional de Juventude Negra e Fórum de Juventude Negra do DF: Marlene Lucas e da Rede de Educação Popular – RECID: Jefferson.
-Apresentação da equipe organizadora do evento;
-Acordos de convivências;
-Divisão dos Grupos de Trabalho (Vai procurar sua turma!).
23h00: Encerramento.
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07h00: Café da manhã.
08h00: Mística: Celebração dos mártires.
08h20: Memória do acordo de convivência a atribuições dos GTS..
08h30: Trocando ideias: Genocídio da população Negra. Facilitadora: Larissa Amorim Borges.
09h30: Vídeo.
10h00: Lanche.
10h30: Trocando ideias: Extermínio da Juventude Negra. Facilitadora: Graça Figueiredo.
12h30: Almoço.
14h00: Roda de conversa: Juventude Negra e as Ações Afirmativas: Gilson Rego e Carmélia.
15h20: Oficinas:Grupos de Trabalho: Mobilidade Urbana: Paique e Cultura Negra: Marcos Soares.
17h00 Lanche.
18h00: Apresentação das oficinas.
19h00: Janta.
20h00: Noite Crioula (Sarau e Feira de Troca).
08h00: Mística: Celebração dos mártires.
08h20: Memória do acordo de convivência a atribuições dos GTS..
08h30: Trocando ideias: Genocídio da população Negra. Facilitadora: Larissa Amorim Borges.
09h30: Vídeo.
10h00: Lanche.
10h30: Trocando ideias: Extermínio da Juventude Negra. Facilitadora: Graça Figueiredo.
12h30: Almoço.
14h00: Roda de conversa: Juventude Negra e as Ações Afirmativas: Gilson Rego e Carmélia.
15h20: Oficinas:Grupos de Trabalho: Mobilidade Urbana: Paique e Cultura Negra: Marcos Soares.
17h00 Lanche.
18h00: Apresentação das oficinas.
19h00: Janta.
20h00: Noite Crioula (Sarau e Feira de Troca).
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
LISTA OFICIAL SELECIONADOS - I EPOJUNE DFE
Sejam
todas e todos bem vindos ao I ENCONTRO POPULAR DE JUVENTUDE NEGRA DO DISTRITO
FEDERAL E ENTORNO
LISTA FINAL
Qualquer dúvida entrem em contato: forumdajuventudenegradf@gmail.com
| SELECIONADOS EPOJUNE |
Adriano Fiúza |
| Alain Amorim |
| Aline Pereira da Costa |
| Arthur Nnang |
| bárbara dourado |
| Bianca Lorena |
| Carlos Alexandre Bezerra |
| Carlos Roberto da Rocha Reis Júnior |
| Caroline Lima |
| Charlote Emanuele da Silva Sousa |
| Cristiane Mota |
| Daniel Costa |
| DANIEL SOUSA SANTOS |
| Dayse Rodrigues de Jesus |
| Dhay Borges |
| Dyarley viana de oliveira |
| Edilaine Rocha |
| ELISÂNGELA GOMES DA SILVA |
| Erick Oliveira Alves de Souza |
| Fabiane Oliveira |
| Fábio Henrique da Silva |
| Felipe Cerqueira Santos |
| Felipe Coimbra Moretti |
| Fernanda Torres da Silva |
| Filha do Quilombo |
| Gil Amaro |
| Heliúdio Gomes da Silva |
| HUD |
| Ingrith Calazans |
| Ísis Higino |
| Israel Victor de Melo |
| Jamila Terra |
| João Pedro Silva de Abreu |
| João Pedro Silva de Abreu |
| Juliana Araújo Lopes |
| Juliana Helena Da Cruz |
| Júlio Lisboa |
| Luana Gomes dos Santos |
| Luana Luizy |
| Lucas Miguel Salomão Meireles |
| Luciana Soares |
| Luisa Mattos da Costa |
| Marcelo Caetano |
| maria dos santos teixeira muniz |
| Mariana Alves Barreto |
| Mariana S. F. de Almeida |
| Marlene da Silva Lucas |
| Mateus Novais Siqueira |
| Michelle Santos |
| Naomy Cary |
| Natália Maria Alves Machado |
| nina ferreira barreto |
| Rafaela Miranda da Silva |
| RENATA PRISCILA OLIVEIRA FONSECA |
| Rita Pereira de Jesus |
| Silas Amadeu dos Santos |
| Stella Sabino Gomes |
| Tiago Neto da Silva |
| vitor machel santos severino |
| Yuri Cardoso Barreto |
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Primeiras informações sobre o EPOJUNE e a seleção de participantes
Primeiras
informações sobre o EPOJUNE e a seleção de participantes
Caros irmãos negros, caras irmãs negras,
Inicialmente,
gostaríamos de agradecer por suas pré-inscrição no I EPOJUNE – DFE. O primeiro passo foi um sucesso! Tivemos mais
de 100 (cem) jovens mobilizados e mobilizadas para o tão aguardado Encontro.
Isso demonstra o poder das juventudes negras em diversos espaços, além de
definir como somos fortes para uma atuação popular e afrocentrada!
Mesmo com todos os pontos
positivos dessas respostas, temos o pesar de comunicar que, infelizmente, não temos recursos logísticos para atender
toda essa demanda de juventudes negras, e como havíamos ressaltado em nossa Carta Convite, as vagas eram limitadas. Por
isso, e, nesse sentido, apresentamos os critérios de participação ou seleção de
participantes. Decidimos, coletivamente, quais seriam esses critérios ─ todos
abarcados por discussões de níveis nacional (Fórum Nacional de Juventude Negra)
e distrital (Fórum de Juventude Negra do DF e Entorno). São eles:
i.
Raça/etnia:
comunidade negra – pretos e pretas, pardos e pardas
Acreditamos
que um debate mais afrocentrado, ou seja, com um recorte mais específico de uma
comunidade que vem sendo historicamente massacrada, potencializa a capacidade
de evidenciar as relações de Racismo perpetuadas no Brasil e no Mundo.
ii.
Idade:
comunidade jovem, de 15 a 29 anos
Inúmeras
pesquisas revelam como a juventude vem sendo exterminada. Esse fenômeno se
intensifica sistematicamente na juventude negra. Por isso, percebemos que um
enfoque nessapopulação de 15 a 29 anos é extremamente estratégicopara oenfrentamento
ao genocídio do povo negro e para a permanência dos diálogos com o Fórum de
Juventude Negra do – DFE.
iii.
Paridade
de gênero, identidade de gênero e orientação sexual
A
participação paritária de todas as representações de gênero, identidade de
gênero e orientações sexuais realiza um diálogo mais democrático no sentido de
permitir a pluralidade de vozes no enfrentamento às práticas de Machismo,
Racismo, Lesbofobia, Homofobia, Bifobia e Transfobia.
iv.
Pluralidade
de regiões
A
Periferia é ocupada, majoritariamente, pelo nosso povo negro. Nossas lutas são
populares! Mais uma vez, é preciso fazer um recorte socioeconômico e racial
para revelar o contínuo distanciamento de realização de direitos fundamentais.
O EPOJUNE –DFE é da Periferia!!!!
v.
Engajamento
político
Sabemos
que a militância tem ocupado inúmeros espaços públicos de poder. Um deles é a
Universidade, e, consequentemente, os Movimentos Estudantil e Partidário. Nosso intuito é priorizar àqueles e àquelas
que não tenham vínculo com determinadas instituições, visto que quem está na
mira do revólver, muitas vezes, não tem acesso a esses espaços.
******
Em
breve, entraremos em contato (via telefone ou email) para escurecer alguns
encaminhamentos. Agradecemos imensamente
por sua compreensão.
“Há
braços” afrocentrados!
Fórum
de Juventude Negra do DF e Entorno
(61) 8132-7631 Layla; (61) 8157-5128e (61) 86053205 Israel;
(61) 8332-0565 Mariana
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