O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) convida todas e todos para a 1ª Edição dos "Debates Feministas",
na próxima 5ª feira (9 de maio), a partir das 19h, no Sebinho (CLN
406). Na ocasião, serão lançados os livros "Mulheres negras na primeira
pessoa", organizado por Jurema Werneck, Nilza Iraci e Simone Cruz,
distribuído gratuitamente, e "Aqui ninguém é branco",
de Liv Sovik (R$ 32). As autoras participarão de uma roda de conversa
sobre racismo, com a presença do coletivo Pretas Candangas.
Mulheres negras na primeira pessoa
Jurema Werneck, Nilza Iraci e Simone Cruz (ORGs)
A obra traz o relato de 20 mulheres negras representativas de nove
estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Paraíba, São Paulo, Pará, Rio de
Janeiro, Amapá, Ceará, Paraná e Goiás). As narrativas são de mulheres
negras quilombolas, nordestinas, sulistas, entre outras, urbanas ou não,
cujas trajetórias sensibilizaram as organizações membros da AMNB, que
as indicou para simbolizarem a luta das mulheres negras no Brasil. O
resultado é um livro emocionante, repleto de histórias de lutas
temperadas com energia, garra, amor, sabedoria e afeto.
Distribuição gratuita
Aqui ninguém é branco
Liv Sovik
Através do estudo de lugares-comuns na música popular brasileira, Aqui ninguém é branco propõe
releituras do cosmopolitismo brasileiro, do corpo dançante como emblema
da nação, da marca deixada pelos escravos e da ligação entre branco e
negro no cotidiano. Discute as maneiras em que, na grande imprensa, o
branco é valorizado e a experiência americana de relações raciais é
tratada como ameaçadora e radicalmente diferente da brasileira.
O vídeo abaixo mostra de forma sucinta como foi o Lançamento do FOJUNEDF para sociedade cívil.
20 de maio de 2012 na Casa da Capoeira em Ceilândia.
Lançamento do Fórum de Juventude Negra no Distrito Federal – um espaço para discutir diversidade étnica Olá, no mês de maio foi lançado oficialmente o fórum de Juventude Negra no Distrito Federal a fim de ampliar o espaço para discussões sobre diversidade étnica e políticas públicas de inclusão social da população negra. Esse fórum já existe nacionalmente e em estados como Sergipe, Bahia, Acre, Amapá, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. O Distrito Federal como centro do poder político, devia estar engajado há tempos em causas sociais tradicionalmente existentes como esta. O Brasil, como um país democrático, admite criação de movimentos sociais tais como este fórum, onde se encontra espaço de articulação, diálogo e intervenção no poder político com o intuito de mandar demandas sociais aos atores políticos para que se façam políticas públicas para este grupo de pressão. Vivemos uma democracia participativa. Onde nossa atividade política, como cidadão, não é apenas votar, mas mostrar quais são as demandas sociais que precisam ser atendidas, assim como fiscalizar e cobrar dos eleitos um papel ativo quanto às necessidades da sociedade e a lisura da sua atuação. Por que o Brasil é um país de escândalos de corrupção e fica por isso mesmo? Porque o brasileiro crê que se único papel como cidadão é votar e deixar que nossos representantes façam tudo. Isso dá margem à corrupção porque a fiscalização não ocorre. Quando há pressão popular as coisas acontecem, foi assim que prendemos um governador. Nossa democracia é representativa, mas nós, como representados, temos o poder de fiscalizar e até mesmo tirar um representante que não esteja cumprindo seu papel. Assim como um patrão pode demitir um funcionário, nós também temos esse poder na política brasileira, somos os patrões e os políticos nossos funcionários. Porque existe a inversão desses papeis? Nós, cidadãos que mandamos não os representantes, eles são NOSSOS representantes, estão lá para atender nossa demanda. Façamos valer. Espaços como o do Fórum de Juventude Negra dão maior legitimidade por estar representando todo um grupo social. O Fórum de Juventude Negra representa TODA a juventude negra que são 80% dos jovens no Distrito Federal, sobre tudo, a maioria pobre que necessita deste espaço para dizer sua realidade e falar o que necessita. Dessa forma, o fórum monta suas diretrizes e prioridades para levar as demandas aos representantes e falar qual a prioridade desse grupo social. Espaços como esses não são apenas importantes, são necessários. Porque assim como o dono de uma grande empresa não sabe o que está acontecendo em todos os setores de sua empresa e necessita de gerentes para levar demandas, no poder público acontece da mesma forma. É necessária a participação popular para que o governo saiba as demandas, assim como é necessária a fiscalização popular para que o governo efetive ações para tais demandas sociais. Participação social em grupos como este não é “coisa de a toa” é coisa de gente consciente que sabe seus direitos e obrigações como cidadão.